Simplesmente Ana Beatriz


Depois de um mês e pouco apareci, primeiro foram as festas de fim de ano e agora a cirurgia da Ana, em agosto do ano passado ela fez um exame de audição(bera) que deu alterado, a otorrino disse que ela precisaria colocar dreno nos ouvidos, marcamos a cirurgia para outubro, mas teve febre e não pode fazer, remarcamos para dezembro e pela primeira vez teve infecção e denovo teve que ser adiado, dessa vez para 14/01, pois bem, foi chegando o dia e o medo aumentando, mas graças a Deus correu tudo bem com ela, entrou as 13:00 na cirurgia e as 14:00 já estava com ela nos braços chorando, o médico aproveitou e tirou adenóide e amidalas, as 16:00 já estavamos indo embora, a recuperação está um pouco mais complicada, pois tem que comer tudo pastoso e as vezes nem assim ela consegue, mas se Deus quiser logo estará 100%, tem que tomar analgesico por 7 dias e anti-inflamatório por 5 dias.



Escrito por Gi às 00h35
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A Ana nasceu em uma segunda-feira com 36 semanas no hospital de clinicas de Curitiba, só na terça-feira pela manhã nos deram a noticia de que ela tinha down, é um grande choque na hora, afinal não esperavamos, mas boa parte desse choque se deve a forma de como nos foi dada a noticia, se bem que já vi piores, a pediatra simplesmente nos disse ela tem sindrome de down, mas vai andar, falar, só, não explicou todas as complicações que poderiam ter vindo junto com a sindrome, pelo menos pediu uma ecocardiograma, que foi feito no segundo dia de vida, deu um pequeno sopro, que a cardiologista nos disse que teria grande chance de fechar sozinho e graças a Deus aos 5 meses ela estava otima e recebeu alta da cardio. No próprio hospital de clinicas funciona um ambulatório da sindrome de down, que funciona as terças e quintas-feiras, um local onde recebemos apoio, ajuda psicologica, consultas medicas, enfim, o lugar onde encontrei minha paz, deixa-me explicar melhor, saímos do hospital só com o que foi dito pela pediatra e pelo que pesquisei na net, contamos somente para familia, deixamos que as pessoas fossem visita-la, ninguém notou nada ou pelo menos não perguntaram, não estavamos escondendo, apenas queria esperar ir no ambulatorio primeiro, entender sobre a sindrome para poder explicar as pessoas, com 16 dias foi a primeira consulta da Ana, confesso que fui meio apreensiva, chegando lá encontramos umas 10 crianças de varias idades esperando pela consulta, confesso, ali acabaram-se os meus problemas, vi que não estavamos sozinhas, que era um mundo novo sim, mas um mundo cheio de pessoas as quais recorrer, pois bem, em primeiro lugar falamos com a assistente social, que também tem um filho com SD(18 anos), consultamos com o pediatra, o qual nos pediu varios exames, explicou sobre a SD, muito legal, saímos de lá com um monte de papéis, exames e consultas com especialistas para serem marcados.

Depois dessa consulta, contamos para o resto da familia e alguns amigos intimos, sou a favor de contar, mas não de sair falando, explico: essa é fulana ela tem SD, pergunto pra que dizer? se a pessoa percebeu bem, se perguntar respondo numa boa, mas não vejo motivo para falar.

Teve uma amiga da minha vó, que teimou que a Ana não tinha SD, que ela era perfeita e que não tinha nada, fiquei com raiva, tentei explicar, mas é cabeça dura e continuou teimando, falei para minha avó, ela pode não parecer, mas tem e mesmo assim é perfeita, um bebê muito saudável.

Hoje: Estamos de férias da escola, ontem foi a festinha de natal, foi muito legal, pena que ela não quis tirar foto com o papai noel, nem no meu colo ela aceitou que ele chegasse perto, se bem que da turminha dela, só uma sentou no colo do papai noel, o resto todos choraram. Na turma dela são 11 crianças de 2 a 3 anos e 1/2 com SD.

 



Escrito por Gi às 17h23
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Começando...

Depois de muito ensaiar resolvi criar este blog para falar sobre a sindrome de down, um diário para contar a minha experiência com a minha irmãzinha que é portadora da sindrome, ela hoje está com 2 anos, 5 meses e 22 dias, ela é a razão da minha vida, amo-a demais.

Ela é linda, sapeca, bagunceira, teimosa, esperta, enfim, uma criança muito feliz e amada!

Ela vai numa escola especial na parte da manhã para fazer as terapias, no ano que vem também irá para escola regular na parte da tarde, temos que começar a inclusão desde cedo, aliás já era para ela ter ido esse ano, mas acabamos enrolando, mas ano que vem é certeza, é para o bem dela.



Escrito por Gi às 00h46
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